A Xbox está a passar pela pior crise da sua história. A Microsoft confirmou o despedimento de 3.200 pessoas, cerca de 20% da equipa da divisão de jogos, e vai fechar ou vender quatro estúdios internos. A nova CEO da Xbox, Asha Sharma, chama a isto a reestruturação mais significativa de sempre na marca.
Xbox despede 3.200 pessoas: o que se sabe até agora
Dos 3.200 despedimentos anunciados, 1.600 já aconteceram esta semana. Os restantes vão sendo aplicados ao longo do próximo ano. Sharma justificou os números com dados concretos: em cada euro investido em conteúdo e plataforma, a Xbox perdeu, em média, 64 cêntimos por ano.
A frase que resume o momento é da própria CEO: a Xbox espalhou-se demasiado por demasiadas frentes ao mesmo tempo. Sharma foi ainda mais direta noutra mensagem interna: não é possível, nem desejável, possuir todos os grandes estúdios independentes do mercado.
A reestruturação também muda a liderança. Helen Chiang assume agora o cargo de diretora de operações da Xbox, com a missão de simplificar processos numa divisão que, segundo a própria empresa, se tornou demasiado pesada para o seu tamanho atual.
Porque está a Xbox a despedir tanta gente?
A resposta oficial passa pelo dinheiro. Nos últimos anos, a Xbox investiu mais de 20 mil milhões de dólares em conteúdo, plataforma e subsídios de hardware, enquanto a receita caiu quase 500 milhões de dólares no mesmo período. Sharma admite que a estrutura interna também pesou: havia até 14 camadas de gestão em algumas áreas, um número que agora vai baixar para no máximo cinco.
Os estúdios afetados pela reestruturação da Xbox
Quatro estúdios ficam pelo caminho. A Double Fine, criadora de Psychonauts, e a Compulsion Games, responsável por We Happy Few, tornam-se independentes novamente. Já a Undead Labs, autora de State of Decay, e a Ninja Theory, conhecida por Hellblade, vão ser vendidas a novos donos. Juntos, os quatro estúdios somam cerca de 350 pessoas.





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