A notícia de que a Sony vai deixar de produzir discos para novos jogos de PlayStation a partir de 2028 não caiu bem. Em resposta, nasceu uma petição chamada "Don't Kill the Disc", e o número de assinaturas está a disparar todos os dias.
Uma petição contra o fim dos discos da PlayStation que já passa as 250 mil assinaturas
A petição foi criada por Jade Pearce, dona de uma loja independente de jogos no Canadá, poucos dias depois do anúncio da Sony. Em pouco mais de uma semana, já ultrapassou as 250 mil assinaturas no Change.org, e está no topo da lista de petições em maior crescimento na plataforma.
O texto da petição é directo: ter uma cópia digital de um jogo não é o mesmo que possuir um jogo físico. Um disco pode ser emprestado, trocado, vendido em segunda mão, coleccionado, e passado a outra pessoa daqui a vinte anos. Um código digital preso a uma conta não pode.
O que está em causa para além dos coleccionadores
A petição também chama a atenção para um ecossistema inteiro que vive à volta do jogo físico: lojas independentes, distribuidores, o mercado de segunda mão, e a própria comunidade de coleccionadores. Segundo os autores da petição, um futuro totalmente digital apaga silenciosamente todo esse negócio, sem substituto à altura.
Esta reacção não surge isolada. É a mesma vontade de guardar aquilo que se pode tocar que tem levado cada vez mais gente a redescobrir consolas e jogos retro, numa altura em que a indústria empurra tudo para a nuvem e para contas online.





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