Metroid faz 40 anos em 2026, e poucas personagens marcaram tanto a história dos videojogos como Samus Aran. O primeiro jogo da saga chegou ao Japão a 6 de agosto de 1986, para a Famicom Disk System, e mudou para sempre a forma como se explora um mundo virtual.
Quatro décadas depois, o legado de Metroid continua bem vivo. 2026 é um ano cheio de aniversários redondos no mundo dos videojogos, e os fãs aproveitam a data para revisitar tudo o que a franquia trouxe de novo à indústria, do design de níveis à própria ideia de protagonista feminina em ação.
Como nasceu a saga Metroid
Em 1986, a maioria dos jogos de ação seguia um percurso linear, do início ao fim. Metroid quebrou essa regra. O jogador explorava o planeta Zebes livremente, voltava atrás sempre que encontrava um novo poder e descobria caminhos escondidos por conta própria.
Essa liberdade de exploração era rara em 1986. Metroid provou que um mundo aberto, cheio de becos sem saída e segredos, podia funcionar tão bem numa consola doméstica como um jogo tradicional com fases separadas.
Porque é que Samus Aran foi tão revolucionária?
Samus Aran surgiu vestida numa armadura pesada, sem género aparente durante quase todo o jogo. Só quem terminava Metroid rapidamente via a surpresa final: dentro da armadura estava uma mulher, algo praticamente inédito num protagonista de ação em 1986.
O género Metroidvania nasceu aqui
Anos mais tarde, a mistura de exploração não linear de Metroid com elementos de Castlevania: Symphony of the Night deu origem a um termo que hoje todos os jogadores conhecem: Metroidvania.
O género tornou-se um dos mais populares dos últimos vinte anos, com dezenas de estúdios independentes a seguirem a mesma fórmula: mapa interligado, poderes que abrem novos caminhos e recompensa para quem explora cada canto.
Em 2002, a saga deu outro salto importante. Metroid Prime transformou a exploração em primeira pessoa, sem perder a identidade da série, e tornou-se um dos jogos mais bem avaliados da GameCube. Foi a prova de que Metroid conseguia reinventar-se em três dimensões sem perder o que a tornava especial.





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