Cartuchos de jogos retro espalhados numa mesa de madeira, com um comando de consola antiga

Os teus jogos antigos podem valer uma fortuna

Há uma caixa de cartão no sótão, na arrecadação ou em casa dos teus pais que provavelmente nunca abriste desde que saíste de casa. Lá dentro, cartuchos amarelados, uma Game Boy sem pilhas, talvez uma PlayStation original coberta de pó. A pergunta que cada vez mais gente está a fazer ao Google diz muito sobre o que estamos a viver: será que aquilo vale alguma coisa?

A resposta, em muitos casos, é sim, e às vezes vale muito mais do que se imagina. O mercado de colecionáveis de videojogos tornou-se um dos mais aquecidos dos últimos anos, com exemplares raros a atingirem valores que parecem saídos de um leilão de arte. Uma cópia lacrada de Super Mario Bros. para a NES chegou a ser vendida por mais de 2 milhões de dólares. The Legend of Zelda, também para a consola da Nintendo, ultrapassou os 870 mil dólares. São casos extremos, claro, mas mostram que a linha entre tralha antiga e tesouro pode ser mais fina do que parece.

O que torna um jogo antigo valioso

Não é preciso ter uma raridade lendária guardada numa gaveta para que valha a pena olhar com mais atenção para a coleção. Há três fatores que os colecionadores usam para avaliar qualquer jogo ou consola:

  • Estado de conservação: uma caixa completa, com manual e sem riscos, vale sempre mais do que só a cassete ou cartucho.
  • Raridade: edições limitadas, jogos retirados do mercado cedo ou lançamentos regionais específicos de Portugal e Europa tendem a escassear mais depressa.
  • Procura nostálgica: títulos ligados a licenças populares como Pokémon, Mario ou Sonic mantêm procura constante porque há sempre uma nova geração a descobri-los.

Portugal também tem as suas raridades

Não é preciso olhar só para os Estados Unidos. Em sites de compra e venda portugueses, é frequente aparecerem anúncios de consolas Mega Drive, Super Nintendo ou PlayStation originais, completas com caixa, vendidas por valores muito acima do que custaram na altura. Os primeiros jogos de Pokémon para Game Boy, por exemplo, continuam entre os mais procurados por colecionadores portugueses, mesmo décadas depois do lançamento.

Consola Portátil RetroCapsule™ Pro X
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Se este artigo te despertou a vontade de voltar a jogar os clássicos sem arriscar a tua coleção original, uma consola retro portátil é a forma mais simples de reviver essas memórias no dia a dia.

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Mas há um problema prático que qualquer colecionador conhece bem: hardware com trinta anos não gosta de ser usado. Pilhas de contacto oxidadas, ecrãs LCD riscados, cartuchos que só ligam ao terceiro sopro. A nostalgia esbarra sempre na fragilidade dos aparelhos originais. É por isso que cada vez mais gente prefere manter as peças de colecionador guardadas e resguardadas, e ter uma consola portátil moderna para o que interessa mesmo: voltar a jogar sem stress.

Entre guardar e jogar

A verdade é que quem descobre que tem um tesouro em casa raramente quer vendê-lo de imediato: o valor sentimental costuma pesar tanto como o valor de mercado. E aí surge o dilema: como reviver aqueles jogos sem arriscar estragar uma peça que pode valer centenas de euros? A resposta mais simples costuma ser separar as duas coisas: a coleção fica em segurança, exposta ou guardada, e o hábito de jogar migra para um aparelho pensado exatamente para isso.

Antes de correres a vasculhar a arrecadação, vale a pena perceber que o valor de um jogo raramente está escrito na caixa: depende do estado, da procura do momento e de quem está do outro lado a comprar. Mas mesmo que a tua caixa de cartuchos não valha uma fortuna, o exercício de a abrir de novo costuma valer sempre a pena por outra razão: o regresso a horas de jogo que ajudaram a definir uma geração inteira de portugueses.

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