Donkey Kong faz 45 anos: o jogo que criou o Mario

Donkey Kong faz 45 anos e continua a ser o jogo que mudou a história da Nintendo. Recorda a origem do nome e como este arcade de 1981 criou o Mario.

Máquina de arcade original de Donkey Kong, o jogo que faz 45 anos

O Donkey Kong faz 45 anos este mês e a data merece festa: foi este jogo de 1981 que apresentou ao mundo um encanador chamado Jumpman, mais tarde rebatizado Mario. Sem esta máquina de arcade japonesa, a Nintendo poderia nunca ter chegado a ser o que é hoje.

Como o Donkey Kong criou o Mario

A história começa com um problema. A Nintendo tinha milhares de máquinas Radar Scope encalhadas nos Estados Unidos, sem vender. A empresa pediu a um jovem designer chamado Shigeru Miyamoto que criasse um jogo novo para reaproveitar esse hardware parado.

Miyamoto queria adaptar o triângulo amoroso de Popeye, Brutus e Olívia Palito, mas a Nintendo não conseguiu os direitos da banda desenhada. A solução foi inventar personagens próprios: um carpinteiro, um gorila fujão e uma donzela em apuros, batizada Pauline.

O nome do próprio jogo nasceu de um mal-entendido genuíno. Miyamoto pensava que "Kong" significava gorila em inglês e escolheu "Donkey" para sugerir teimosia. O resultado soa estranho para um falante nativo, mas o nome ficou e tornou-se um dos mais reconhecidos da história dos videojogos.

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Este aniversário é o pretexto perfeito para reviver os clássicos que fizeram história: uma consola retro portátil garante esse regresso instantâneo a qualquer altura, sem precisares de procurar hardware antigo.

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Os números que tornam o Donkey Kong incontornável

Donkey Kong é considerado o primeiro jogo de plataformas da história, com saltos, obstáculos e uma história visual contada através de fases distintas. Só a versão original de arcade vendeu mais de 20 milhões de unidades ao longo dos anos, somando um total estimado de 4 mil milhões de dólares em receita com todas as suas versões.

Os números do arranque já eram impressionantes: por volta de outubro de 1981, a Nintendo vendia 4 mil máquinas por mês, e em 1982 o jogo já tinha gerado mais de 180 milhões de dólares. O gorila que atirava barris tornou-se, sozinho, a razão pela qual a Nintendo sobreviveu como empresa de videojogos.

Curiosidade extra: o macaco que conhecemos hoje não é bem o mesmo. O Donkey Kong original envelheceu dentro da própria mitologia da série e passou à reforma como Cranky Kong, cedendo o nome ao seu filho a partir de Donkey Kong Country, em 1994.

Revisitar um clássico com 45 anos

Poucos jogos resistem tão bem ao tempo como este. Para quem quer voltar a sentir a emoção de saltar barris sem procurar uma máquina de arcade original, os clássicos reunidos numa consola retro portátil mantêm viva essa mesma sensação de 1981, sempre pronta a jogar.

Porque se chama Donkey Kong?

Por causa de um mal-entendido de Shigeru Miyamoto sobre a língua inglesa. Ele queria transmitir a ideia de um gorila teimoso, mas a combinação das duas palavras nunca fez sentido para os falantes nativos, apesar de se ter tornado um nome icónico.

O Donkey Kong do jogo original ainda existe?

Não como protagonista. A partir de Donkey Kong Country, em 1994, o macaco original passou a reforma sob o nome Cranky Kong, e o Donkey Kong que conhecemos hoje é tecnicamente o seu filho, herdeiro do nome e do mau feitio.

O que tornou o Donkey Kong tão importante para a Nintendo?

Foi o primeiro grande sucesso comercial da empresa fora do Japão e o jogo que apresentou Mario ao mundo. Sem o dinheiro e a reputação gerados por este arcade, dificilmente a Nintendo teria os recursos para se tornar a gigante que é hoje.

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