A PS6 pode não chegar tão cedo como se esperava. Segundo um relatório recente da Bloomberg, a Sony está a ponderar adiar o lançamento da próxima geração PlayStation para 2028, ou até 2029. O motivo não tem nada a ver com jogos, exclusivos ou estratégia de mercado: tem a ver com chips de memória, um problema que está a atingir toda a indústria tecnológica ao mesmo tempo.
Porque é que a nova PlayStation pode atrasar
A explicação está na procura global por memória de alta capacidade. Empresas como a Alphabet e a OpenAI estão a comprar quantidades enormes de chips para treinar os seus sistemas de inteligência artificial, deixando cada vez menos stock disponível para eletrónica de consumo.
O resultado sente-se no preço. Segundo a Counterpoint Research, o custo dos chips RAM subiu cerca de 600% no último ano. A Sony, tal como outros fabricantes, vê-se agora a lutar por fornecimento junto de gigantes como a Samsung e a Micron.
Até há poucos meses, a expectativa interna apontava para 2027, seguindo o ciclo habitual desde o lançamento da PS5 em finais de 2020. O arquiteto Mark Cerny já admitiu publicamente que está a trabalhar numa escala de vários anos, o que reforça a ideia de que a espera vai ser mais longa do que os fãs gostariam. Nada disto foi confirmado oficialmente pela Sony.
O problema não é exclusivo da Sony. Vários relatos apontam que a próxima Xbox enfrenta o mesmo obstáculo, com um alvo semelhante de 2027 já em risco por causa dos mesmos custos de memória. A escassez está a atrasar planos em toda a indústria, não só num fabricante isolado.
Enquanto a próxima geração não chega, há sempre espaço para revisitar os clássicos que fizeram a história da marca. As consolas retro portáteis continuam a ser a forma mais prática de jogar essas memórias sem depender de datas de lançamento nem de anúncios de última hora.





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