A guerra das consolas: Sega contra Nintendo
A guerra das consolas dos anos 90 opôs a Sega e a Nintendo numa batalha de marketing, exclusivos e nostalgia que ainda hoje gera conversa.

A guerra das consolas dos anos 90 opôs dois gigantes que mudaram a indústria dos videojogos para sempre: a Sega e a Nintendo. De um lado, o Mega Drive e um ouriço azul cheio de atitude. Do outro, a Super Nintendo e o herói italiano mais famoso de sempre. Foi uma batalha de marketing, tecnologia e nostalgia que ainda hoje se discute.
Como começou a guerra das consolas entre Sega e Nintendo
No final dos anos 80, a Nintendo dominava quase por completo o mercado das consolas domésticas. A Sega decidiu mudar isso com uma jogada arriscada: lançar o Mega Drive nos Estados Unidos com uma campanha publicitária agressiva, dirigida a um público mais velho.
O slogan ficou na história: "Genesis does what Nintendon't", ou seja, "a Genesis faz o que a Nintendo não faz". A frase apontava diretamente para as limitações técnicas do NES, ainda a funcionar a 8 bits, frente aos 16 bits do Mega Drive.
A estratégia resultou. Em poucos anos, a Sega chegou a liderar o mercado norte-americano, algo impensável apenas pouco tempo antes.
A rivalidade teve mesmo um episódio insólito. Em 1993, o jogo Mortal Kombat saiu em versões diferentes consoante a consola: sangue e fatalities completos no Mega Drive, suor e desmaios na Super Nintendo, sem uma gota de sangue à vista. A diferença gerou tanta polémica nos Estados Unidos que levou a audiências no Congresso americano e acabou por dar origem ao sistema de classificação etária que ainda hoje se usa nos videojogos.
Quem venceu mesmo a guerra das consolas?
A curto prazo, a Sega. A médio prazo, a Nintendo recuperou terreno com a Super Nintendo. A longo prazo, ninguém venceu por completo: a Sega saiu do negócio das consolas depois da Dreamcast, mas o Mega Drive continua vivo em coleções e reedições até hoje.
Depois desta viagem à guerra das consolas dos anos 90, uma consola retro portátil tem sempre os clássicos dessa rivalidade prontos a jogar, para reviveres os dois lados da história sem escolher um vencedor.
Ver consolaSonic contra Mario, o duelo que definiu uma geração
Nenhuma guerra das consolas ficaria completa sem os seus dois protagonistas. A Nintendo já tinha o herói mais famoso dos videojogos. A Sega precisava de uma resposta à altura e criou o Sonic the Hedgehog em 1991: rápido, rebelde e com uma atitude que o Mario nunca teve.
A comparação entre os dois personagens tornou-se, sem exagero, uma das maiores rivalidades da cultura popular. Discutia-se nos intervalos das escolas e nas revistas da especialidade, muito antes de existirem redes sociais como as conhecemos hoje.
Cada consola tinha os seus exclusivos a defender a honra. A Super Nintendo respondia com Super Mario World e The Legend of Zelda: A Link to the Past. O Mega Drive contra-atacava com Sonic the Hedgehog 2 e Streets of Rage. Décadas depois, esta lista continua a aparecer em quase todas as conversas sobre qual das duas consolas foi mesmo a melhor.
Porque é que a rivalidade Sega Nintendo ainda fascina tantas pessoas?
Porque marcou a infância de milhões de jogadores ao mesmo tempo, dos dois lados da disputa. Cada geração teve os seus clássicos, e discutir qual das duas consolas era melhor continua a gerar conversa décadas depois, sobretudo entre quem viveu essa época em primeira mão.
Hoje é possível reviver os dois lados desta história sem escolher um vencedor. Quem quer sentir de novo aquela época pode explorar a coleção de consolas retro da Capsule.pt e decidir, décadas depois, de que lado da guerra prefere estar.



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